Anarca Filmes

Sobre

Anarca Filmes é uma proposição coletiva em cinema e arte contemporânea que existe desde 2014. Seus filmes, vídeos, festas e residências artísticas manifestam-se como dispositivos relacionais, que exercitam a coexistência da diferença. Criam interlocuções entre presenças e espaços, expandindo seus suportes e temporalidades pelo diálogo com as linguagens da performance, instalação, vídeo e internet. Influenciados pelas tensões políticas no Brasil a partir de 2013, os artistas integrantes iniciam suas atividades na noite do Rio de Janeiro e de Recife, registrando e fomentando movimentos politicamente engajados, além de festas e espaços voltados à produção de impacto social. Sempre em diálogo com uma rede de artistas, ativistas, cineastas, terapeutas, produtoras culturais, pesquisadoras e educadoras de todo o Brasil. Suas obras já foram exibidas em festivais e instituições na Holanda, Portugal, Alemanha, México e diversos estados do Brasil. Atualmente possuem cópias disponíveis online e no acervo da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Participam do Pivô Satélite: Amanda Seraphico, Clarissa Ribeiro e Lorran Dias.

 

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Clarissa Ribeiro

Diretora de cinema, montadora e artista visual, Clarissa Ribeiro é formada em audiovisual pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em 2013 dirigiu e montou seu primeiro curta-metragem: “CHOQUE”, recebendo prêmio de “Melhor Contribuição à Linguagem Cinematógrafica” no Festival Internacional de Cinema de Arquivo (REcine 2013) . Em 2015 foi co-criadora do coletivo ANARCA FILMES, uma produtora audiovisual independente e experimental, onde trabalha até hoje como diretora, montadora, atriz e diretora de fotografia. Seu segundo filme: “X-MANAS” (2017) rodou mais de 20 festivais e mostras de cinema nacionais e internacionais, como Olhar Internacional de Cinema e Berlin Porn Film Festival. No final de 2019 finalizou seu terceiro filme “A Carne é Beijo e o Avesso Água”, selecionado para o 7º RECIFEST – Festival da Diversidade Sexual e de Gênero.  Em 2018 co-idealizou o “Projeto ANTI de Residência Fílmica Antifascista“ no Espaço Independente de Arte SARACVRA, onde durante um mês, coordenou a produção e finalização de 8 filmes. Entre seus principais trabalhos podemos destacar os filmes: “Noite Escura de São Nunca”(2015), ganhador do prêmio de Melhor Curta pelo Júri da Crítica na 19ª Mostra de Cinema de Tiradentes, onde trabalhou como atriz e diretora de fotografia; “Perpétuo” (2018), de Lorran Dias, selecionado para o 48th International Film Festival Rotterdam, onde exerceu a função de montadora;  e “Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui” (2021), dirigido por Érica Sarmet, onde trabalhou como atriz e montadora. Atualmente concentra suas pesquisas artísticas na área de noise music, tendo lançado seu primeiro EP “A Serpente das Escamas de Cristal” em Junho de 2020. Além disso, Clarissa também atua como produtora e DJ do Isoporzinho das Sapatão, evento voltado para a ocupação de espaços públicos por mulheres lésbicas e bissexuais.

 

Lorran Dias

Lorran Dias é cineasta, artista, curador e roteirista residente na Favela da Maré, Rio de Janeiro.  É diretor artístico e programador de conteúdo da TV Coragem (Programa Convida, IMS,2020), dirigiu e montou o documentário Novo Rio (2020), dirigiu e roteirizou Perpétuo (International Film Festival Rotterdam 2019), entre outros títulos e residências fílmicas com a Anarca Filmes. É graduado em Cinema e TV pela Escola de Comunicação Social da UFRJ com o trabalho “Disputas Sensíveis: Ensaio-Manifesto contra o Olhar Colonial”. Estagiou na produtora Taiga Filmes (2015) e desde então atua na indústria do audiovisual com assistência de direção, roteiro e script doctoring. Desde 2017 participa da curadoria do festival Semana de Cinema/Semana dos Realizadores, sendo curador do Cinerama Cineclube e de suas mostras anuais de cinema brasileiro contemporâneo (2014-2017). A instalação Transmission: When Ficcion Becomes History (C+CSJS of UBC’s Research Excellence Cluster) está disponível na plataforma Ehcho.org. Seus últimos trabalhos foram viabilizados pelo Instituto Moreira Salles, Critical + Creative Social Justice Studies da University of British Columbia (Canadá), Heinrich Boll Stiftung (Alemanha/Rio), Observatório de Favelas (Rio) e reconhecidos pelo The Documentary Impact Producer Relief Fund da Doc Society (Londres/Nova York).

 

Amanda Seraphico

Amanda Seraphico “Badgaleto”, é graduada em Audiovisual na Escola de Comunicação da UFRJ e formada no curso de Produção Executiva da Academia Internacional de Cinema. Também é uma das fundadoras da Anarca Filmes, em que se revela como roteirista, diretora, produtora, performer e editora de vídeos e filmes como “Badgaleto – No Limite da Morte” e “O Conto do Nunca Mais”, exibido no ArtRio 2019. Dirigiu e atuou em “A Lenda do Galeto Vegano”, feito em parceria com a artista visual Sosha. Atualmente, também tem explorado a linguagem do design gráfico criando cartazes.

 

Anarca Filmes é participante do Pivô Satélite #2.