Que Coisa é? Uma Conversa - Cildo Meireles e Mario Garcia Torres

Período

31/08 – 01/11/2014

Horário de funcionamento

TER - SEX: 13h - 20h, SAB: 13h - 19h

Entrada

Gratuita

O Pivô tem o prazer de receber Que coisa é? Uma conversa/ A Conversation, projeto curatorial de Alexandra Garcia Waldman. Fernanda Brenner abriu essa possibilidade e permitiu que um diálogo experimental, flexível e não-linear pudesse acontecer. Começou com uma referência — Hannah Arendt — que levou a dois artistas Mario Garcia Torres e Cildo Meireles. Após muitas conversas ao vivo e à distância, a exposição começou a tomar forma e as obras foram aparecendo de modo natural.

A exposição inclui obras de Cildo Meireles, Malhas da Liberdade e Liverbeatlespool e Mário Garcia Torres Que coisa é?, O-bri-ga-do e Like you, I dig, I dig in, I dig up, and I dig art too! acompanhados das edições em inglês e português do livro de Hannah Arendt, Entre o Passado e o Futuro/ Between Past and Future. Experienciada como uma espécie de set list de um show musical, a exposição se faz sobretudo pelo som (um dos temas debatidos nas conversas que mencionamos), enquanto as obras aparecem e reaparecem com uma duração de aproximadamente 50 minutos.

Que Coisa É? (s/d) de Garcia Torres é o desenvolvimento de uma afirmação conceitual sobre o ato de expor — escrito em forma de letra de música — primeiramente transformada em canção e depois transformada em linguagem de vídeoclip.

Malhas da Liberdade (1976-2008) é um trabalho que começou como rabiscos de caderno que o artista realiza desde a infância e que geravam uma malha quadriculada mas sempre aberta, que segundo o artista é uma metáfora para o seu próprio raciocínio, que se bifurca ininterruptamente. Outro trabalho de Meireles baseado no som é Liverbeatlespool (2004), originalmente concebido para a Bienal de Liverpool, utiliza 27 canções importantes dos Beatles sobrepostas em camadas de som, uma faixa sobre a outra, à volta da nota central de cada uma.

O trabalho Like you, I dig…, por Garcia Torres, foi feito a partir das notas de conferência do artista, nas quais ele afirma que o modo de se adquirir estórias de arte é fazer inúmeras perguntas sobre elas. O som de O-bri-ga-do (s/d), se baseia na inserção desta simples mas importante palavra em uma performance de beatbox, tornado-a algo como uma versão contemporânea da poesia concreta.