Idade da meia-luz

4
Período

22/04/2020

Horário de funcionamento

21h

A proposta parte de um gesto individual/coletivo, que consiste em apagar o máximo possível de luzes ao mesmo tempo. O processo de apagar as luzes torna perceptível que quase todas as atividades e intervenções de um sistema ou modo de vida sofreram uma pausa. Essa pausa é potencializada e visível pela ausência de luz elétrica, uma manifestação poética do isolamento coletivo. O projeto consiste em uma proposição que acontece quase como um exercício de imaginação, pois, pela sua dimensão, seu acontecimento é praticamente utópico. Com esse gesto, tenta-se modificar a paisagem urbana por algum momento, tornando a paisagem o mais próximo possível de um ambiente natural – o escuro sendo iluminado pelas luzes naturais da noite.

Proposição de Helô Sanvoy, artista residente do Pivô Pesquisa.

Sobre o Artista

Helô Sanvoy, 1985, vive e trabalha em São Paulo

https://www.helosanvoy.com/

Helô Sanvoy nasceu em Goiânia-GO, em 1985. Vive e trabalha em São Paulo. É licenciado em Artes Visuais pela FAV/UFG e mestrando no Departamento de Artes da ECA/USP. É membro do coletivo de performance Grupo EmpreZa, onde desenvolve pesquisa acentuada sobre a poética do corpo e seus derivados. Exposições com o Grupo EmpreZa: “VESÚVIO/TERRACOMUNAL com Marina Abramovic”, SESC Pompeia (2015-SP); “Dark Mofo”, Museum of Old and New Art, Austrália (2016); “Eu como Você”, Museu de Arte do Rio (2014-RJ). Em seu trabalho individual, busca significados através dos diferentes modos de leitura, impossibilidades de comunicação e processos de silenciamento. Recebeu prêmio no 23º Salão Anapolino de Artes (2017-GO) e no 7° Salão de Artes Plásticas de Suzano (2011-SP). Realizou exposições individuais em: Museu de Arte Contemporânea de Goiás (2014-GO); Casa da Cultura da América Latina CAL/UNB (2014-DF); Referência Galeria de Arte (2018-DF) e Andrea Render Arte Contemporânea (2017, 2018–SP). Possui obras nos acervos: Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS-RS); Museu de Arte do Rio (MAR-RJ); Museu de Arte Contemporânea de Goiás (MAC-GO); Casa da Cultura da América Latina (CAL/UnB-DF) e Fundação Marcos Amaro (FMA-SP). Residências artísticas: Programa de residência FAAP (2016) e Cleaning the House, Método Marina Abramovic (2015). Exposições coletivas: “ZONA DE PERIGO”, 5ª Prêmio Marcantonio Vilaça (2016); “POROROCA: A Amazônia no MAR”, MAR-RJ (2014).